segunda-feira, 14 de maio de 2012

La Nuit - Underground Bellydance


     O Danse de La Nuit surgiu em 2009, porém com raízes em tempos bem anteriores. Em 1994, Zahrah Violet começou a unir seus conhecimentos em teatro, jazz e dança do ventre, utilizando para suas performances músicas do universo underground, em uma prática espontânea e precursora do que hoje é chamado de Gothic Bellydance. Nos primeiros anos que se seguiram, começou a alimentar a idéia de criar shows e coreografias para levar para a noite gótica paulista, juntamente com sua prima, Márcia e sua amiga Lillith Ellizium.
            No início, havia muito preconceito, tanto pelos profissionais de dança quanto pelos organizadores de eventos alternativos. Dançar ao som de músicas inusitadas, com visual alternativo e temáticas obscuras, parecia absurdo a todos. Mas o projeto continuou, e foi encontrando espaço aos poucos. Enfim, mais de uma década depois, os tempos mudaram, surgiram novos estilos de dança, como o Tribal Fusion, e o Gothic Bellydance passou a ser aceito e apreciado.
            Zahrah e Lillith retomaram o projeto e, juntamente com as bailarinas Jordana Simon e Jaqueline Monteiro, criaram o Danse de La Nuit. Estrearam abrindo o show da banda francesa Trisomie 21, e seguiram apresentando-se em eventos diversos, como Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba (2009, 2010 e 2011), Campo das Tribos ( 2010), Noites de Mil e Uma Danças ( Jouze Danças, 2009 e 2010), e também com apresentações  de Zahrah e Lillith em projetos como Via & Underground e Dr. Calligari.
Para saber mais sobre o surgimento do grupo e conhecer as bailarinas, já temos uma postagem:  http://zahrahbellydance.blogspot.com.br/2009/09/13-09-2009-nasce-danse-de-la-nuit.html
            Em 2011, Zahrah decidiu reformular o grupo, enquanto as demais bailarinas passaram a dedicar-se a outros projetos pessoais. Passou a chamá-lo La Nuit, pela simples facilidade da pronúncia, e foram mantidos os ideais: espírito de tribo, onde todas se complementam e se fundem, respeito à Arte e ao público, primazia pela união entre técnica e expressão pessoal e conhecimento e amor à cultura underground, sobretudo gótica. Como exigência, as novas bailarinas deveriam, assim como as antigas, estudar dança e realmente fazer parte da cena gótica, pois Zahrah acredita que assim o grupo manterá um estilo autêntico e original. Foi com isso em mente que encontrou Cássia Larrubia e Daniela Rodrigues. Ambas também com mais de 10 anos de dança, alunas do Estúdio Fairuza de dança, e envolvidas com a subcultura gótica desde o final dos anos 80, formaram um trio em perfeita harmonia. O resultado deste trabalho foi apresentado no IV festival Campo das Tribos, em maio de 2012, e hoje as três continuam trabalhando em novas criações.
            Não se trata de um grupo limitado ao Gothic Bellydance, preferimos chamar nosso estilo de Underground Bellydance (definição que não existe para nenhum estilo já existente de dança... surgiu no meio durante um ensaio), pois envolve muitas outras facetas deste universo, não somente o gótico. Desde o início até até hoje, Zahrah Violet é a coreógrafa, devido à sua vasta experiência coreografando para Dança do Ventre e Jazz, mas o que move o grupo é a democracia: todas devem opinar e colaborar com suas próprias idéias, e qualquer uma pode passar a coreografar se sentir-se à vontade.
            Qualquer bailarina pode unir- se a nós. Para tanto, deve ter disponibilidade de tempo para os ensaios, que acontecem na cidade de São Paulo uma vez por semana e estar dentro de nosso perfil, que aqui já foi descrito e de acordo com nossos objetivos, exigências e ideais, sempre com a intenção de levar dança de alta qualidade com a verdadeira essência do gótico e underground para seu público.

Nosso contato para contratar shows, para aulas e workshops com Zahrah, para participar do grupo ou simplesmente nos conhecer melhor pode ser feito pela fan page no Facebook http://www.facebook.com/LaNuitUndergroundBellydance ou pelo e-mail zahrahdv@gmail.com
  

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Zah no KAZ Tribos Amanhã!

Boa noite, todo mundo!!!

Sei que sempre fico devendo as postagens... Mas só posso pedir que vocês torçam para que eu me livre do trabalho escravo, rs...

Hoje venho fazer mais um convite! Estarei amanhã no programa KAZ Tribos, comandado pela belíssima Lady Agatha Daae. A estréia foi semana passada, com a banda Segundo Inverno e entrevista com a escritora Giulia Moon, e o programa promete ser uma boa opção pra quem curte cultura alternativa!

Nesta quarta, 26/10, os convidados são a banda Olam Ein Sof_ com a qual venho tendo participações ultimamente, Pietra di Chiaro Luna falando sobre Stregheria (bruxaria italiana). Estarei fazendo intervenções em algumas músicas do Olam!

Para assistir, basta acessar o link: www.kaztv.com.br

Amanhã ( 26 de outubro), quarta-feira, às 20hrs.

Sem desculpa, porque pra assistir nem precisa sair de casa!

Beijos... Com saudades do BLOG, rsrsrs...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MABRUK!!!

Olá, meus queridos...

Venho convidar para o espetáculo MABRUK!






Comemoração dos 18 anos de dança de Valéria Jouze e 10 anos de Jouze Danças, com Valéria Jouze, alunas e convidadas.



É com enorme satisfação, orgulho e emoção que estarei dançando neste dia, com a felicidade de fazer parte desta história!




No Teatro Euclides Menato, em Ribeirão Pires/SP


Dia 05 de novembro, às 19hrs.


Aguardo meus amigos lá.... Pois é com amigos de verdade que quero compartilhar sonhos e vitórias!


Mabruk, Valéria Jouze! Você merece todo sucesso!!!














































sexta-feira, 6 de maio de 2011

VIII Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba: Workshop com Zahrah!

Bom dia, tarde ou noite... Tive saudades de meu próprio blog... Sem o tempo que eu habitualmente dispunha para compartilhar minhas "coisinhas" ( estando certa ou não!) com vocês, venho hoje fazer um convite! Com o cuidado de não fazer parecer propaganda: é um convite mesmo, e quero ver meus amigos lá!!!






Desde a criação do La Nuit, em 2009, participamos da Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba, que é realizada pela Casa de Bruxa, e traz como tema em 2011 "A JORNADA DA ALMA".



O evento terá início na primeira sexta-feira 13 deste ano, e se extenderá até o domingo, dia 15, com eventos ocorrendo simultaneamente por toda a vila. Tem como objetivo divulgar a temática através de diversas óticas, como magia, terapias holísticas, dança, ocultismo, xamanismo, leis universais, etc...





Dentro desta proposta, este ano estarei levando não somente a apresentação de dança, mas também este workshop.



Assim como todos os outros workshops que ministro, este não é um "Workshop de Gothic Bellydance". Tampouco tem a pretensão de ser um workshop de Tribal ( Pela milésima vez: NÃO SOU professora de tribal!). Pretendo passar as técnicas que adquiri ao longo dos anos e atualmente utilizo em meu trabalho, independente do rótulo, podendo cada participante aplicar os novos conhecimentos em sua dança, mesmo que esta não seja o Gothic Bellydance.



Dentro da proposta da Casa de Bruxa com este evento, que é a de desmistificar as Bruxas e Magos, venho também com a intenção de desmistificar esta dança, que já não é uma novidade, porém é ainda cercada por mitos, preconceitos e mistérios...



O workshop "Técnicas para Fusão com Zahrah - Ênfase em Gothic Bellydance e Dark Fusion" tem como conteúdo:



- Conceitos ( o que é), escolha de músicas e figurinos (material impresso);
- Técnicas de dança do ventre e dissociações;

- Trabalhos específicos de braços;

- Introdução aos Deslocamentos;

- Combos e Coreografia;

- Desenvolvendo o estilo próprio (debate).



Este conteúdo vem sido desenvolvido há 2 meses com muito carinho e empenho (claro que reaproveitarei o conteúdo das oficinas, mas de forma renovada!!!)




Para quem não vai fazer o Workshop por qualquer motivo, lembro que estarei dançando após as 14:00hrs. Algumas pessoas, principalmente homens, ou mulheres que não gostam de dançar, estão me perguntando, então já adianto que não acontecerá somente o workshop, haverá também apresentação. Além de outros grupos de dança e outras apresentações!!!








Local: Os eventos acontecerão simultaneamente em espaços por toda a Vila. O workshop será na escola na rua do Clube Lyra. É tudo muito perto, para quem não conhece Paranapiacaba.

Dia e horário: 15 de maio, às 10 da manhã (workshop) e a partir das 14:00 (show).



TOTALMENTE GRATUITO!!!


E o que tem a ver o Gothic Bellydance com a "Jornada da Alma"??? Venha fazer para descobrir!!!







Para se inscrever, mande nome completo, telefone, endereço e RG para o e-mail zahrahdv@gmail.com até 12 de maio.



























segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia Internacional de QUAL Mulher?

Bom dia, tarde e noite a todos e todas!!!
Sendo este um Blog dedicado à Dança como forma de Arte e Cultura, e não somente ao seu aspecto superficial e comercial, não poderia deixar de aqui manifestar meus sentimentos sobre nosso 8 de março deste ano_ ironicamente, em pleno Carnaval.
Dependendo do interesse comercial, as datas podem suprimir ou fundir-se... esquecendo-se, é claro, do real sentido de cada uma delas, e pondo à tona somente a parte que nos faz esquecer de nossas aflições, afastar-nos de possíveis ideais, e acreditarmos no consumismo que envolve todas as datas ditas comemorativas.
Aliás... Não posso chegar ao ponto que me leva à indignação e revolta sem antes lembrar: estas datas já perderam, graças ao poder da mídia, seu sentido original e verdadeiro. Carnaval, conforme aprendi, era a data que antecedia a quaresma, seguida da semana santa, ou seja, comemoração cristã. Mais tarde, vieram os desfiles de máscaras, e, no Brasil, país marcado pelo sincretismo religioso, diversas manifestações culturais e populares. Seria ignorância de minha parte simplesmente "falar mal" de carnaval, esquecendo-me do "brincar" ou dos nossos bonecos de Olinda. O que vejo hoje nas notícias e nos desfiles das Escolas de Samba pouco tem a ver com o caráter cultural da data.
Nas ruas, pessoas bêbadas, em inércia intelectual, simplesmente seguindo o bloco, extasiadas pelo brilho das lantejoulas, pelo batuque frenético (que deixa de ser música após algumas doses) e pelos corpos seminus. No alto dos carros alegóricos, mulheres providas somente de tapa-sexo e esplendor chacoalham seus "corpos perfeitos", modelados durante o ano todo graças ao silicone, aplicações de enzimas, botox, lipoaspirações, muita malhação e pouca comida. Pra que ter neurônios quando se tem silicone? Ninguém está interessado se você tem boas idéias se você tem uma boa bunda, mesmo...
8 de março em plena terça gorda... Dia da Mulher lembra ganhar perfume, flores e lingerie. "De mulher pra mulher" o cacete! Eu gosto mesmo é de ir sozinha e escolher minha própria calcinha, que seja confortável e macia, e que não venha com um olhar de "o presente é pra mim e não pra você" acompanhando o pacote! Limitado hoje a mais uma data onde as pessoas gastam dinheiro com presentes, o Dia Internacional da Mulher tem origem na luta das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho digno_ não posso deixar de comentar que, logo no início do século XX, já veio os Estados Unidos querendo reivindicar a autoria da idéia. Independente do local de onde tenha vindo, a verdadeira origem está em manifestações das mulheres operárias.
Dia Internacional da Mulher deveria vir marcado pela imagem de uma mulher forte, trabalhadora, guerreira, com fortes ideais, batalhadora... Mas a mídia nos fez o desfavor de reduzir essa imagem à mesma mulher que ganha liquidificador de aniversário.
Imagem esta reduzida à mesma mulher que corre atrás dos filhos, sai pra trabalhar cedo, concilia família, estudos, trabalho e cuidados com a saúde ao mesmo tempo e sem total atenção a nada_porém com total dedicação, e jamais é vista por seus reais atributos. É presenteada com a lingerie da Marisa ( provavelmente dois números menor, o que acarretará numa possível crise depressiva) e com o liquidificador, como se fossem um "cala a boca, você já conquistou a igualdade de direitos!", enquanto a TV nos faz engolir imagens das "mulheres perfeitas" que não conseguimos ser, mesmo com tanta dedicação.
Silicones, plásticas, liftings, aplicações, lipos, lipinhas se liponas fuzilam nossos olhos, que, em seguida, olham para o empiastro esparramado no sofá, babando ( livrei-me dessa sina em 2005, e me livrei do "quase" em dezembro de 2010!!!), enquanto nossos neurônios, que deveriam estar trabalhando em prol de algo para nós mesmas, se dividem entre convicção e dúvida. Para mim, a tal da ditadura do corpo perfeito é um atentado à mulher moderna. Uma verdadeira mutilação da auto-estima! Covardia dos "mais fortes" em nome do comércio.
Afinal, todas hoje tem que ser magras, e a ditadura da magreza gera lucro dos dois lados: primeiro, na comilança, depois nos remédios!!! Uma tímida tentativa de olhar para nossas estrias como cicatrizes de guerra, com orgulho, pode ser massacrada após a primeira rebolada de uma operada. Plásticas hoje são acessíveis. Pra que sustentar a auto-estima pro resto da vida (lembrando que esta é frágil e pode se afogar na próxima TPM) se podemos pagar novos peitos em 24 vezes???
Não posso bater o martelo porque não tenho paciência para assistir a cada um dos desfiles em busca de um sentido mais profundo... mas, a meu ver, a mulher homenageada neste 8 de março não é a mulher "de verdade"! É a mulher na beleza de suas curvas cuidadosamente esculpidas! Não a mulher em sua beleza natural, ou em algo mais que a beleza. Ou, se houve a idéia, provavelmente ficou ofuscada pela bunda purpurinada de alguma passista...
Mais uma vez, o real sentido das coisas ficará esquecido. Duplamente. Infelizmente....

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[off dança] RIR PARA NÃO CHORAR


Rir para não chorar: Protesto no dia de eleições
Mandem suas fotos com um nariz de palhaço para o site www.rirparanaochorar.com.br com sua mensagem, e no dia da votação vista-se de preto e vá votar de NARIZ DE PALHAÇO. Se não tiver um, ou não souber onde comprar, não tem problema! Basta pinta-lo com tinta vermelha! E vamos espalhando essa idéia como forma de protesto sempre usando o #rirparanaochorar”.



Seguidores: estarei no dia das eleições com nariz de palhaço!!! É o que posso fazer, já que só anular não tá adiantando...

Me recuso a fazer outra coisa neste dia...

Quem mais vem?

Abraços de bailarina com cérebro!!!
Zah!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eu Não Pago Para Dançar!!!

Olá!!!!!
Conforme prometido, estou aproveitando minha folga para escrever...

Vamos ver até onde vai a polêmica com este assunto... Espero que não gere polêmica, mas sim debate! Polêmica é cafona! Debate é construtivo e inteligente!

Antes desta parte, é importante que nos situemos no assunto... Eu comecei a ter minhas primeiras aulas de Dança do Ventre e a estudar por vídeos em 1994. Em 1996, quando consegui me fixar com uma professora, logo peguei algumas turmas e comecei a fazer shows, um pouco pela falta de profissionais na época, um pouco pela minha experiência anterior com jazz e teatro, que contribuíram para que eu encarasse logo um palco. Na ocasião, nós éramos PAGAS para dançar. Eu, como aluna, com 6 meses de aula, recebia cachês que variavam de R$ 50,00 a R$ 300,00 na época.

Entre 1994 e 1998, aumentou muito o número de professoras. Talvez por influência da criação dos eventos voltados à Dança do Ventre, talvez pela vinda de grandes nomes como Amani e Samara para ministrar workshops, ou, ainda, pela valorização do Real, que facilitou a compra de CDs, fitas K7 e VHS, acessórios e roupas importadas, o fato é que surgiram novas professoras e profissionais. E uma bomba: É o Tcham no Egito!!! Ai, que época negra!!! Eu vendi brincos dourados e xales de quadril como água, e dava aula adoidado, mas era triste saber que aquele xale ou cinturão iriam parar em cima de algum shortinho de lycra, e que algumas alunas iriam ralar o tcham com os passos que estudei com tanta seriedade... Recusar shows virou rotina:

Pergunta:
_ Você dança a Dança do Ventre do Tcham?
Resposta:
_ E a mãe, tá boa???

Porém, essa onda "deixou" de herança ainda mais preconceito e ainda mais "professoras" que aprenderam "tudinho" em 6 meses... Grupo ao qual não aceitei fazer parte. Preferi investir o que recebia das alunas que entravam na academia sonhando em ser a próxima "Feiticeira do Huck" em estudo. Não o "estudo" ao qual algumas se referem hoje, que está fácil, de mão beijada, mas estudar mesmo, pagar caro por um workshop e dar a ele seu devido valor, estudando minuciosamente cada detalhe dos passos, e investir paralelamente em cursos de anatomia, língua árabe, música, e outros que se fizessem necessários.

Porém, a realidade mudou. Após os primeiros eventos ligados à Dança Oriental, seguiram-se vários. Todo mês temos eventos à escolha, com um ponto em comum: Paga- se para dançar!!! E os cachês? Com o decorrer dos anos, se tornaram cada vez menores. E o fim de tudo chegou com a novela "O Clone". Durante a novela, foi tudo muito bom para quem já estava no mercado. Mas depois, o efeito foi pior do que o "efeito Tcham". Bailarinas por todos os lados, muitas suplicando por um lugar ao sol. E, assim, desvalorizando ainda mais nossa classe, pois nos tornamos, assim, consumidoras, e não prestadoras de serviço. Possivelmente, pela competitividade existente entre nós mulheres... Talvez... O que importa é aparecer! É estar por cima!!! Na frente! Todas precisam dos selos, e as que não conseguem criam outros selos. Foi num evento legal? Ah, precisa fazer um evento também!!! E os variados eventos viraram assim uma troca de favores: Você vai no meu, eu vou no seu, todo mundo fica feliz e ninguém precisa saber que você saiu falando mal da falta de higiene no banheiro que virou camarim, ou da filmagem medonhosa!!! Filmagem que você paga mesmo sabendo que a equipe de profissionais não é uma equipe de profissionais.

E os concursos? Hoje fica difícil para uma bailarina iniciante discernir entre um concurso sério, com um júri competente, de uma competiçãozinha fundo de quintal. Até porque o marketing pessoal, no nosso meio, fala mais alto do que uma efetiva competência e experiência profissional. Aqui, você é o que você diz que é, e vai do seu público acreditar ou não.

Existem SIM concursos sérios, profissionais competentes, "selos" e padrões originais, e equipes de foto e filmagem idôneas. O foco do texto não é discutir a qualidade de cada serviço, mas como a ACEITAÇÃO dos genéricos nos afeta. Carapuça veste quem acha que serve. Não estou aqui para ofender ninguém. Mas sei que muitos se sentirão ofendidos...

Há poucas semanas atrás, ocorreu um fato curioso: eu recebi um convite para dançar em um grande evento (não do meio da dança, um evento popular voltado à cultura). Fiz algumas exigências e, no meio das negociações, uma pessoa que estava ajudando na organização me ligou contando que o marido de uma bailarina ligou oferecendo ela, as alunas, música ao vivo e barraca com comes e bebes típicos tudo de graça. Eu respondi que eu não teria condições de bancar aquilo, que eu poderia oferecer se a cidade tivesse verba, e que eles fizessem o que achassem melhor. Ainda fui pessoalmente dar satisfação aos organizadores a respeito de ter saído do evento, por educação. Mas bancar tudo só para passar a perna na outra, isso eu simplesmente não faria nem que pudesse.

É claro que as pessoas de boa índole acharão isso absurdo, outras acharão que ela tinha que vender o peixe dela (mesmo pagando só para passar a perna nos outros grupos da cidade e não podendo de fato oferecer o que prometeu pelo telefone no fim das contas), e as que fazem a mesma coisa certamente se sentirão ofendidas com minha postagem...

Enfim...

O que fica depois de tudo isso é uma nova realidade. Quer dançar? PAGA! Não é da panela? PAGA! Não tá na moda? PAGA! Não é uma das poucas abençoadas com o kit "beleza+talento+técnica+juventude"? PAGA! Não interessa se você estudou, se você se dedicou, se você é profissional, se cobrar para dançar vai aparecer alguém que faça de graça, e se você fizer de graça vai aparecer alguém que pague!

O outro lado da moeda:

A dança exige anos de estudo. Eu tive a sorte de ter começado numa época na qual éramos poucas, e de ter uma vivência anterior em outras danças, que facilitaram a minha inserção no mercado da dança. Mesmo assim, já havia pago para ir com o grupo de ballet, de jazz e de dança moderna participar de festivais. Estar em festivais de dança e em concursos faz parte do aprendizado. Encarar o público faz parte do estudo, também. Estar em um evento proporciona visão e troca de informações.

Não acho nem saudável fazer apologia ao boicote às taxas de inscrição. Tem hora para tudo, e existe uma fase na qual devemos participar de eventos, e essa taxa deve ser encarada como investimento. Um evento bem feito, com palco, iluminação, camarim, boa localização, equipe de locução e som, boa estrutura, decoração e tudo o que uma estudante da dança precisa para mostrar seu trabalho sai bem caro. O trabalho dos fotógrafos e cinegrafistas que nos acompanham DEVE ser valorizado. Como uma bailarina vai passar a ser profissional do nada? Experiência no palco também faz parte do estudo.

Dois são os grandes erros: Um deles, a cobrança por algo que não está a altura. Se você paga 20 reais para dançar em um evento, espera no mínimo que se tenha uma água para beber e papel higiênico no banheiro! Muitas vezes, pagamos, e, ao chegar no local, dançamos em "palcos" improvisados com tábuas soltando, sem iluminação, sem som... detalhes que deviam ter sido incluídos no orçamento. No caso da minha crítica às equipes de foto e filmagem, se o trabalho está mal feito está roubando espaço dos verdadeiros profissionais e, ainda, desvalorizando nosso trabalho como bailarinas. E o segundo grande erro é confundir as amadoras com as profissionais. Profissional não tem que pagar! Profissional tem que ser respeitada e valorizada. Mas, muitas vezes, me deparei com "colegas" que estavam mais preocupadas em tentar se sentir um pouco melhores se fazendo aparecer como mais importantes que as demais.

Entra aqui um fator importante: RESPEITO! Nunca cito nomes aqui, nem uso meu Blog para fazer picuinhas nem jogar indiretas a ninguém... Então não vou citar os nomes aqui, hoje, nesta postagem, para falar das coisas boas... Mas quero dar alguns exemplos de pequenas atitudes que fazem a diferença!

Estive como convidada em um evento. Não recebi cachê, mas também não paguei. Mas a maioria das meninas que lá estavam pagaram. O local era pequeno. Mas a organizadora foi no camarim inúmeras vezes só pra saber se estávamos gostando, se estava tudo bem e se precisávamos de alguma coisa! Mesmo com a correria, manteve o sorriso!

Dancei recentemente num evento pequeno, e não teve cachê. Também não me foi cobrado nada. Fui me trocar. Enquanto me maquiava, alunas da organizadora levavam água e petiscos no camarim para as bailarinas. Não houve uma única falha no som, mesmo tendo sido feito em equipamento amador. Sem atrasos, sem stress, todas colaborando entre si!

Colegas de trabalho devem se respeitar. E não fazer de conta que a colega não é profissional o suficiente, e que tem que pagar para aparecer mesmo depois de 8, 9, 10, 15, 20 anos de estudo. Já passou da hora de nos unirmos, de encararmos que somos iguais, e que, independente de dinheiro e status estamos juntas por um bem maior: o amor à arte, à cultura, o incentivo à preservação de uma tradição, a alegria de levar a dança ao mundo e fazer dessa loucura toda um lugar melhor!

Para chegarmos a uma conclusão construtiva, criei a comunidade:


A foto é uma brincadeira.
E é com a brincadeira, com o senso de humor, que eu tento tornar tudo mais leve. Sempre.