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sexta-feira, 6 de maio de 2011

VIII Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba: Workshop com Zahrah!

Bom dia, tarde ou noite... Tive saudades de meu próprio blog... Sem o tempo que eu habitualmente dispunha para compartilhar minhas "coisinhas" ( estando certa ou não!) com vocês, venho hoje fazer um convite! Com o cuidado de não fazer parecer propaganda: é um convite mesmo, e quero ver meus amigos lá!!!






Desde a criação do La Nuit, em 2009, participamos da Convenção de Bruxas e Magos em Paranapiacaba, que é realizada pela Casa de Bruxa, e traz como tema em 2011 "A JORNADA DA ALMA".



O evento terá início na primeira sexta-feira 13 deste ano, e se extenderá até o domingo, dia 15, com eventos ocorrendo simultaneamente por toda a vila. Tem como objetivo divulgar a temática através de diversas óticas, como magia, terapias holísticas, dança, ocultismo, xamanismo, leis universais, etc...





Dentro desta proposta, este ano estarei levando não somente a apresentação de dança, mas também este workshop.



Assim como todos os outros workshops que ministro, este não é um "Workshop de Gothic Bellydance". Tampouco tem a pretensão de ser um workshop de Tribal ( Pela milésima vez: NÃO SOU professora de tribal!). Pretendo passar as técnicas que adquiri ao longo dos anos e atualmente utilizo em meu trabalho, independente do rótulo, podendo cada participante aplicar os novos conhecimentos em sua dança, mesmo que esta não seja o Gothic Bellydance.



Dentro da proposta da Casa de Bruxa com este evento, que é a de desmistificar as Bruxas e Magos, venho também com a intenção de desmistificar esta dança, que já não é uma novidade, porém é ainda cercada por mitos, preconceitos e mistérios...



O workshop "Técnicas para Fusão com Zahrah - Ênfase em Gothic Bellydance e Dark Fusion" tem como conteúdo:



- Conceitos ( o que é), escolha de músicas e figurinos (material impresso);
- Técnicas de dança do ventre e dissociações;

- Trabalhos específicos de braços;

- Introdução aos Deslocamentos;

- Combos e Coreografia;

- Desenvolvendo o estilo próprio (debate).



Este conteúdo vem sido desenvolvido há 2 meses com muito carinho e empenho (claro que reaproveitarei o conteúdo das oficinas, mas de forma renovada!!!)




Para quem não vai fazer o Workshop por qualquer motivo, lembro que estarei dançando após as 14:00hrs. Algumas pessoas, principalmente homens, ou mulheres que não gostam de dançar, estão me perguntando, então já adianto que não acontecerá somente o workshop, haverá também apresentação. Além de outros grupos de dança e outras apresentações!!!








Local: Os eventos acontecerão simultaneamente em espaços por toda a Vila. O workshop será na escola na rua do Clube Lyra. É tudo muito perto, para quem não conhece Paranapiacaba.

Dia e horário: 15 de maio, às 10 da manhã (workshop) e a partir das 14:00 (show).



TOTALMENTE GRATUITO!!!


E o que tem a ver o Gothic Bellydance com a "Jornada da Alma"??? Venha fazer para descobrir!!!







Para se inscrever, mande nome completo, telefone, endereço e RG para o e-mail zahrahdv@gmail.com até 12 de maio.



























quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Verdades e Mitos Sobre Gothic Bellydance

*** TEXTO ORIGINAL= DE AUTORIA PRÓPRIA***

*** SEJA EDUCADO E NÃO DESRESPEITE A LEI:

PLÁGIO É CRIME E DAR CRÉDITOS AO USAR É BEM EDUCADO***


Quando comecei a praticar e divulgar Gothic Bellydance, não havia quase nenhuma informação a respeito. O que é natural, já que este estilo surgiu de forma espontânea, não é uma técnica específica e pré- determinada como já repeti diversas vezes. Este Blog acabou se voltando para o estilo justamente pelas perguntas que eu recebia diariamente de pessoas interessadas_ inicialmente eu pensava em um Blog que tratasse da dança de maneira geral, com inteligência e sem preconceitos, mas o tema rendeu mais do que eu imaginava.

De 2004 para cá, o Gothic Bellydance cresceu rapidamente, agregou novas praticantes, ganhou em técnica e diversidade e tornou- se algo praticamente comercial. Em 2009, está em seu auge no Brasil, afinal a Ariellah esteve aqui e ninguém queria ficar de fora da “modinha” ou da “tendência”. Com um crescimento tão rápido, surgem informações equivocadas, coisas inventadas e disseminação de mitos. É por isso que estou fazendo esta coletânea de pérolas. Este não será um tópico fechado e pronto, estarei sempre atualizando, portanto se você leu ou ouviu uma pérola me mande! ( só não quero citar os autores da “pérola” e nem identificá- los, por favor. A intenção é INFORMAR e não expor as pessoas.)

Vamos lá!!!!!

“ Tribal e Gothic Bellydance é a mesma coisa”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: não. Não é a mesma coisa. Mas incrivelmente essa é uma dúvida e/ ou afirmação super comum. Por incrível que pareça, pois são coisas distintas. Dê uma lida no tópico Tribal X Gótico, onde inclusive lanço mão de um artigo super completo de Shaide Halim sobre os vários estilos dentro do Tribal.

“ As americanas inventaram o Gothic Bellydance”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: O Gothic Bellydance surgiu de maneira espontânea entre performers que dançavam em casas noturnas e raves góticas em diversas partes do mundo. Antes de saber da existência do GBD de maneira mais comercial nos EUA, já havia praticantes no Brasil, e ouvi relatos do mesmo fenômeno acontecendo na Europa. O que as americanas criaram foi o ATS, estilo tribal do FCBD ( Carolena Nericcio, lembram?), que foi o precursor do Tribal Fusion, que foi por sua vez amplamente agregado ao GBD. E fizeram DVD. É isso.

“As bailarinas de Gothic Fusion dançam fazendo mudras”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: O trabalho de braços é muito explorado e complexo do GBD, mas imitar os mudras indianos não é regra e não faz parte da subcultura gótica. Pode- se ( e deve- se) fazer os mudras se a música tiver inspiração indiana. Isso não é específico do Gothic Bellydance, mas sim uma influência do Tribal Fusion, e eles devem ser feitos SOMENTE se a música for claramente inspirada em música indiana.

“O Gothic Bellydance é dançado no Halloween”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: Subcultura Gótica, apesar de hoje existir em praticamente todos os continentes, vem da Europa. Halloween é uma comemoração Norte- Americana. Não são vinculados. A verdade é que, enxergando por fora, de maneira superficial, pode- se pensar que tem a ver... bruxas, vampiros, fantasmas... Enfim... A “estética gótica” vai muito além de se vestir como esses “personagens”. Mas, sim, no fim das contas pode- se usar a Gothic Bellydance em uma apresentação em comemoração ao Halloween, a estética é bem apropriada. Só não podemos vincular as duas coisas de maneira simplista.

Para começar são essas. Conforme for encontrando mais, vou colocando. E, como já falei, todas podem colaborar, desde que não se identifique nem ridicularize ninguém. E finalizo dizendo: DANÇA DO VENTRE, SEJA GÓTICA OU PURPURINADA, NÃO DÁ BARRIGA!!!


*** TEXTO ORIGINAL= DE AUTORIA PRÓPRIA***

*** SEJA EDUCADO E NÃO DESRESPEITE A LEI:

PLÁGIO É CRIME E DAR CRÉDITOS AO USAR É BEM EDUCADO***

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

13/ 09/ 2009_ Nasce Danse de La Nuit

Tudo começou por volta de 1996...
Encontrei a Patrícia em um evento e descobrimos que nós duas fazíamos aulas de Dança do Ventre. Até então, éramos companheiras de balada e pouco sabíamos sobre nossos gostos pessoais, fora nossa paixão pelas mesmas bandas. A conversa? Foi mais ou menos assim...

_ Eu ando dançando umas músicas do Dead Can Dance...
_ Eu também! Tem várias músicas que dá para dançar. De outras bandas também.
_ Que legal, eu também acho. Fiz tal música com espada...
_ Eu também acho ela boa para espada.
E foi nesse "eu também" e total empatia que chegamos à conclusão: a gente TINHA que montar uma dupla.

Preconceitos, falta de incentivo, falta de espaço, tudo contribuiu para que cada uma continuasse um caminho solitário, mas sem desistir de nossos sonhos... E anos se passaram. De tempos em tempos, nos encontrávamos em eventos de dança e góticos, e até na cidade onde morávamos ( do nada...) e sempre tocávamos no assunto. Vamos começar semana que vem? E nunca começava. E várias outras pessoas e projetos cruzaram nossos caminhos nesse meio tempo.

Há uns 8 ou 9 anos atrás entrou uma nova aluna na turma. Jaqueline. Ficamos amigas. Ela iniciou profissionalização e nossos laços se estreitaram. E foi numa dessas conversas informais que ela me contou que o grupo de teatro do qual ela fazia parte também estava ensaiando performances com músicas alternativas. Coincidência? Não sei, mas olhamos uma para a outra e tivemos a idéia de unir o trabalho dela ao meu.

De lá para cá, nós 3 tivemos filhos, passamos a nos dedicar a eles, arrumamos empregos que nada tinham a ver com a dança... E nesse meio tempo, Patrícia e Jordana se conhecem numa festa... E também conversam sobre o projeto. Projeto que ficou engavetado, porém nunca esquecido.

Essa história resumida me leva a ter a mais absoluta certeza de que tudo acontece na hora certa. Muitas outras bailarinas passaram por nosso caminho. Tivemos muitas oportunidades de seguir caminhos solitários. Mas tudo contribuiu para que exatamente nós quatro acabássemos juntas nesse momento. E foi com o empurrãozinho de um velho amigo que reencontrei em 2009_ Guto Sioux_ que finalmente tive foco, objetivo e o incentivo para juntar as meninas e colocar o projeto em prática. Mesmo com as portas abertas a qualquer bailarina que quisesse se juntar a nós foi exatamente nós quatro que o destino uniu.

Em 13/ 09/ 2009, nosso primeiro ensaio oficial. Nasce aqui uma troupe de dança com sonhos e objetivos em comum. Objetivos que vão além de sentimentos mesquinhos. O amor ao que fazemos foi o ponto primordial para nossa união. Fazer o que gostamos com compromisso e respeito pela Dança e pelo Universo Gótico. Aqui não há favoritas, não há estrelismo, não há competição. Finalmente conseguimos "unir" pessoas por este propósito: "união"! E firmamos o compromisso de a cada ensaio cultivar o espírito de TRIBO em cada uma e em todas nós. Nasce Danse de La Nuit.

A nossa intenção é levar dança de alta qualidade ao público alternativo respeitando, assim, o público, a dança e cada uma de nós. Agora um pouco de cada uma:

Jale Mahin ( Jaqueline)_ Iniciou seus estudos em ballet clássico aos 4 anos de idade, e na adolescência trocou o ballet pelo jazz, teatro e dança do ventre. Permaneceu com a professora Zahrah por quase três anos, em aprendizado intensivo, chegando a vencer concursos e participar do grupo profissional. Integrou o Grupo Folclórico Nasser ( Dabke) e a Cia. de Dança Full Time ( Street Dance). Se considera uma pessoa eclética, sem se prender a rótulos. Músicas: Yulunga e Saldek do Dead Can Dance, Ice Queen do Within Temptation e What Else is There do Royksopp.

Jordana Simon_ Teve seu primeiro contato com a Dança do Ventre Gótica em 2002, na época em que trabalhava como expositora em casas noturnas e raves. Na época, se dedicava ao teatro e a seu trabalho com bordados. Em 2006, começou a estudar Dança do Ventre com a professora Juliana Bononi. Entre 2007 e 2009, aperfeiçoou- se intensivamente através de diversos workshops e apresentou- se em eventos dedicados à Dança do Ventre e Tribal. Música para todas as horas: Sisters of Mercy, Front Line Assembly e Nine Inch Nails.

Lillith Elizium ( Patrícia)_ Participante ativa da cena underground desde meados de 1989, em 1996 iniciou seus estudos em Dança do Ventre, unindo a esta sua bagagem pessoal e desenvolvendo um estilo próprio. Estudou com as bailarinas Marilyn, Ammura, Fairuza, Shahira e Priscila Gonçalves. Foi professora e bailarina integrante do Grupo Airam. Apresentou- se em casas como Madame Satã, Inspiral, Blood Coven Bar, Front 575, Club Television, Tribehouse, Thorns Gothic Rave, merecendo destaque para sua performance com a jibóia Ankh, até hoje lembrada e respeitada por todos que assistiram. É pioneira do Gothic Bellydance no Brasil e, juntamente com Zahrah, idealizadora deste grupo. Suas bandas preferidas são: Fields of the Nephilin, Siouxsie, Bauhaus, Clan of Xymox, Collection, e por aí vai... só coisa boa!

Zahrah Violet ( Silvia)_ Participante de um grupo de performances, Zahrah buscou na dança novas formas de expressão. Estudante de Ballet e Jazz desde 1987, começou a estudar Dança do Ventre em 1994. Desenvolveu seu estilo mesclando Dança do Ventre, Teatro e Dança Contemporânea. Suas professoras foram Ammura, Soraia Zaied, Lulu Sabongi, Fátima Fontes, Nájua, Jade el Jabel e outras, além de dezenas de workshops. Participou dos grupos Marilyn & Moura, Sacerdotisas do Nilo, Grupos Folclóricos Hathor e Nasser. Apresentou- se em casas como Madame Satã/ The The, Front 575, Theatro dos Vampiros/ Fofinho e Via & Underground, além de festas para a colônia árabe. É pioneira do Gothic Bellydance no Brasil e idealizou com Lillith a formação deste grupo nos anos 90, atua como coreógrafa. Bandas: The Cure, Siouxsie, Collection, Skeletal Family, Joy, DCD, Ataraxia... Diversidade dentro do bom gosto!!!!


Contamos ainda com o apoio da nossa amiga Valéria Jouze_ Jouze Espaço de Danças, que está colaborando ativamente conosco, como sempre fez, incentivando a criação espontânea e diferenciada dentro da Dança do Ventre. Agradeço também as palavras de apoio e incentivo de amigas muito queridas e a confiança e respeito que temos recebido desde já de alguns djs da cena!


Vida longa e sucesso a nós todas!!!





quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vida de Professora- Preparando Workshop de Gothic Bellydance

Nossa, faz tempo que não posto no Blog... Essas últimas 2 semanas foram de atividade intensa e totalmente dedicadas aos meus workshops, que acontecerão em São Thomé das Letras neste fim de semana.

Estava tudo pronto, quando veio a novidade: eu teria que dar um workshop de Tribal. Wow... tá... aceitei desde que fosse dentro de minha especialidade...

Eu tinha um material semi- pronto que preparei a convite de minha amiga Kristinne Folly, para um possível workshop no Rio. Todos sabem que sou meio relutante a respeito da idéia de dar aulas e workshops de Gothic Fusion. A própria Ariellah não deu NADA específico sobre o Gothic Bellydance/ Dark Fusion... Como já repeti milhóes de vezes: quem é gótico é e pronto!!! NÃO DÁ PARA TENTAR TRANSFORMAR A BARBIE E NEM A MÃE DE FAMÍLIA NUMA PERFORMER GÓTICA!!! Pelos deuses!!! A não ser que a pessoa tenha isso dentro de si. ( desabafo mode on: espero que esse modismo passe logo... ) Uma pessoa QUE NÃO POSSUI ISTO EM SUA ESSÊNCIA não será uma performer gótica... Mas os convites tem sido muitos... E minha experiência com aulas no estilo se restringe ÀQUILO QUE ACREDITO: aulas particulares e ensaios/ coreografias. Ou seja... muita experiência com meninas góticas... e um medo imenso de tentar passar isso para quem não é...

Decidi enfim fazer a experiência. O tempo era curto, mas eu já tinha 3 coreografias simples para passar, uma apostila começada e minha bagagem de vida ( não estou aqui para ficar medindo curriculos, então deixemos os detalhes para os contratantes). Pensei que vencida a resistência seria fácil... Ledo engano... Primeira parte? Como fazer um texto simples, de fácil compreensão, que ao mesmo tempo não esmiuçasse cada detalhe da contracultura/ subcultura para quem gosta do termo ( isso poderia ser prolixo demais...)_ mas que não deixasse uma visão superficial a respeito do que deve ser esta dança? Afinal, o que tem de gente correndo atrás do tempo, tentando ser o que não é, não está escrito... E eu não tô a fim de criar novas pessoas assim... Aliás... decidi passar a aceitar os workshops por um motivo muito simples: não por dinheiro, não por moda, não por prestígio, mas sim porque eu SENTI FINALMENTE QUE, COMO PERFORMER DE GOTHIC BELLYDANCE HÁ TANTOS ANOS, EU TENHO UMA RESPONSABILIDADE PERANTE O ESTILO, TENHO UMA RESPONSABILIDADE TANTO COM A CENA GÓTICA QUANTO COM AS MENINAS QUE QUEREM TER UM CONTATO MAIS DIRETO COM A DANÇA MAS QUE NÃO ENCONTRAM OPORTUNIDADE. E foi este mesmíssimo senso de responsabilidade que me tomou cada minuto das últimas semanas.

Minha luta sempre foi oferecer um trabalho de qualidade dentro deste estilo, que sempre foi estereotipado e permeado por preconceitos, e hoje, que é uma dança reconhecida, praticada por bailarinas de todos os tipos, minha luta é desvincular o Gothic Bellydance do Freak, do superficial, do "só se vestir de preto"... e fazer isso com AÇÕES, e não somente com palavras, porque falar bonito em Blog é fácil...

Parte 2: a coreografia... Ai, a coreografia!!! Eu tinha algumas prontas. O problema? Eu não danço coreografia!!! Uma era para uma aluna minha avançada, que já é professora, e duas eram do meu grupo. Precisei adaptar. Tá... Mande Zahrah fazer algo simples... Foi mais difícil simplificar a coreografia, para que pudesse ser compreendida em 3 horas em vez de 3 semanas do que criar um espetáculo completo!!!

Tudo isso pronto, terminei de digitar a tal apostila. Aí veio a parte 3: escolher as músicas. Quem já veio aqui sabe a quantidade de CDs que tenho no meu acervo... No momento estou às voltas com cerca de 200 CDs, pensando quais são as músicas menos "assustadoras" ( risos). Sim, tenho muita coisa que não dá para dançar...

E o que se tira de lição deste meu dia- a- dia atribulado? O que é ser professora? O que é ser artista? Isso vai além do dom, além da técnica, além da experiência... Ser professora é um ato de amor e responsabilidade! É dedicar- se por completo ao aluno. Sem folga! Uma professora que dedica 10% de si é uma professora 10%. É pensar nos detalhes. Como aquela senhora que passa a semana lavando roupa vai absorver a dança? E a bailarina profissional em busca de aperfeiçoamento, como posso acrescentar algo positivo a ela? E a executiva que compete no mercado de trabalho e chega ao workshop de cabelos em pé, o que posso fazer por ela? É pensar em cada uma e preparar cada detalhe de forma que atinja positivamente todas essas mulheres ao mesmo tempo em que eu respeito a Arte, e a passo para frente por AMOR, POR COMPROMISSO, POR RESPEITO, nunca por caprichos mesquinhos. Ser professora é estar tão de bem com o que faz a ponto de rir e saber improvisar se algum desses mínimos detalhes sair do controle. É dar o seu melhor ao ser humano.

Sempre digo que a melhor bailarina não precisa ser a melhor professora e vice- versa. Uma coisa é distinta da outra. Mas confesso que estou muito feliz por ter a oportunidade de também poder apresentar meu trabalho em palco numa cidade pela qual sou apaixonada! Estive em São Thomé das Letras algumas vezes, e uma delas com meu ex- noivo, em 1999. Eu olhei em volta e falei: "Meu ( sou paulista), compra logo uma casa aqui que quero vir dançar nessa cidade!!!!". O noivado acabou ( a amizade ficou, hoje somos como irmãos), não compramos a casa, mas estou sendo privilegiada com o empenho da minha amiga Emília Ract, que organizou este evento que promete ser fantástico ( quando falo fantástico não é como mero superlativo, não sou dada a palavras efusivas, se falo que promete é porque promete mesmo! ), diferente do que se tem feito na Dança Oriental. Não que os outros sejam ruins, longe de mim entrar neste mérito... Mas tem faltado criatividade para fazer coisas diferentes. Finalmente, vou dançar em São thomé... rsrsrs....

Encerro este me desculpando pela ausência, e já avisando que volto terça- feira! Com muito mais informação e textos prontinhos para serem postados! Aliás, estes textos estão fazendo sucesso, já surgiram as cópias!!! Bom sinal. Tudo o que faço é criticado no início, tudo, acho que nada que fiz na dança foi lindo e premiado em um primeiro momento, mas um dia as mesmas pessoas se tocam que existe mais do que superfície no trabalho de um artista.

Um lindo feriado prolongado para vocês!
=*

sábado, 8 de agosto de 2009

TUTORIAL DREAD FALLS


Peço uma pausa nos artigos sobre GBD para atender a pedidos!
Espero que ajude!

Muita gente questiona o motivo pelo qual eu faço tutoriais, ajudando a criar "concorrentes" e "perdendo" vendas. São dois motivos principais, o primeiro é meu lado professora, tenho isso em mim, sou uma pessoa que tem prazer em dividir, somar e multiplicar conhecimento. O outro é que eu penso assim: se uma pessoa quer comprar o meu trabalho ou não tem dom para fazer, ela VAI comprar, assim como quem está disposto a fazer suas próprias peças vai fazer e ninguém vai impedi- las. Não é pecado nenhum fazer suas próprias roupas e acessórios. Para esse segundo grupo não vejo mal em dar uma forcinha!

Boa sorte!

Dread Falls_ Tutorial da Zahrah

Material:
- um novelo de lã comum, de jumbo ou retalhos de malha cortados em tiras ( este eu fiz com lã);
- rolinhos de linha Cléa de várias cores ou lã comum ( desde que se use o mesmo material do começo ao fim do trabalho, tanto faz);
- um elástico de cabelo ou piranha;
- fitinhas de cetim, miçangas, plumas, o que sua imaginação mandar!

Passo a Passo:

1- Primeiro, improvise um suporte com uma vareta que possa ser removida ( eu usei uma agulha de tricô grossa, daquelas de cachecol, presa com elásticos nas duas pontas, no bercinho da minha filha. Você pode fazer o mesmo numa cadeira, cabeceira da cama, grade da janela, etc....)


2- Defina o cumprimento que você deseja e comece a enrolar a lã entre suas 2 mãos até ficar da espessura desejada. Se você preferir o jumbo, não precisa enrolar, é só separar a porção desejada. Deixe as duas pontas soltas para o mesmo lado.


3- No caso de utilizar lã, corte do lado onde ficaram as duas pontas. Fica um lado com a lã dobrada, outro cheio de pontas.


4- Coloque a parte onde os fios ficaram dobrados n
o suporte, divida em 3 porções iguais e faça uma trança.
5- Dé um nó bem apertado com o material que você escolheu para ficar por cima ( a linha Cléa por exemplo), deixe uma ponta com uns 3 cm. Dê várias voltas e um novo nó com essa ponta que você deixou sobrar. Repita o procedimento, mas agora em vez de cortar as pontas continue enrolando, descendo pela trança. Mantenha a mesma tensão para ficar bonito. Se você está começando agora, sugiro que faça os primeiros com a lã de dentro e de fora da mesma cor, e que use lã até pegar o jeito porque a linha é mais difícil.

Você pode optar por fazer inteiro da mesma cor, só enrolando até o fim. Para fazer de várias cores bem divididas, como o da sua esquerda, espere sobrar 2 ou 3 cm de linha, dê um nó com a mesma cor e continue enrolando até sobrar um pedacinho e repita o procedimento para toda troca de cor. Para fazer como o da direita, com as cores misturadas, insira a nova cor antes de acabar a cor anterior e enrole como os fios juntos.


6- Quando chegar no fim da trança, dê um nó com outro pedaço de linha meio cm. antes de acabar a parte das linhas enroladas. Dê várias voltas por cima e um novo nó. Pode usar termolina para ajudar a fixar. Corte tudo o que sobrar como mostra a figura.


ÚLTIMO PASSO: Faça vários no mesmo suporte, e inclua trancinhas, fitas de cetim, coisas que combinem com você, o que você desejar. O que vale agora é a imaginação. Depois tire tudo da agulha passando para uma fitinha. Prenda a fitinha numa piranha, elástico, ou use com grampos.

PEÇA PRONTA! BOA SORTE!!!












sábado, 1 de agosto de 2009

Gothic Bellydance- O que é?


Olá a todos!

Bom, criei este Blog há alguns meses e estava esperando algo "especial" para o primeiro post. Talvez esse "algo" seja somente o que muitos me perguntam, e não um "insight" que estou há tanto tempo esperando... Então vou começar falando um pouco sobre o Gothic Bellydance, que sempre gera dúvidas, curiosidade e preconceitos.



Para tentarmos entender o que é Gothic Bellydance, Gothic e Dark Fusion ou ainda Dança do Ventre Gótica, precisamos entender O QUE É gótico e o que não é, bem como entender onde a dança se insere nesse contexto. Embora certas coisas não se expliquem, mas sim devam ser vivenciadas, vou tentar...



A subcultura gótica surgiu no final dos anos 70, sendo um movimento pós- punk na Inglaterra e se espalhou pelo mundo nos anos 80. Em alguns lugares, como na França e no Brasil, o movimento ficou conhecido como dark, só mais tarde adotando o rótulo “gótico”. Há quem defenda que góticos e darks são tribos diferentes. Mas o que muda é o contexto cultural de cada época, as diferenças são muito sutis. Ao contrário do punk, que transparecia rebeldia, indignação e possui a militância e mobilização por seus ideais, caracterizando-o de fato como "movimento", o gótico surge intimista, existencialista, buscando o isolamento, paz e quietude_ daí a associação com a depressão e o suicídio, sempre relacionados a estes grupos_, bem como uma certa dose de resignação.




O Gótico foi crescendo durante os anos 80, tendo como referências musicais bandas como Siouxsie and the Banshees, Bauhaus, Joy Division, The Cure, The Sisters of Mercy, The Mission, The Smiths... Detalhe: nenhuma destas bandas se define como gótica ou dark, elas foram "adotadas" pelos góticos pela sonoridade sombria e letras poéticas. Na literatura, o realismo fantástico e o romantismo se tornaram fonte de expressão e de inspiração. No cinema, os filmes de vampiros complementavam essa dualidade vida/ morte, eternidade/ momento presente, com sua estética sedutora/ mórbida. As roupas normalmente eram feitas pelos próprios, não havia moda nem grife específica...



Embora não existam regras pré- estabelecidas, ainda faz parte deste grupo o "gosto pelo contragosto" ( paixão pelos cemitérios e aversão à moda), gosto por temáticas medievais, filmes e contos medievais, musicas étnicas, e sede de conhecimento acerca de mitologias, daí o encontro com os temas egípcios e possivelmente o interesse pela Dança do Ventre.



Nos anos 90, o gótico se estabeleceu e criou força. Nos reuníamos por identificação, nunca por "virar gótico" ou como organização. Surgiam cada vez mais bandas góticas. No Brasil, foram muitas as casas noturnas voltadas ao gótico nos anos 90. Madame Satã ( desde os anos 80), que fechou e reabriu várias vezes, com os nomes Morcegóvia e The The, e novamente Mme, Umbral, Armageddon, são apenas alguns exemplos... Chegamos a ter personagem em novela, e os nossos djs começavam a viajar para a Europa para trazer novidades em música ( não, não existia internet ainda!!!).







O Gothic Bellydance surgiu simultaneamente em diversas partes do mundo. Algumas performers e bailarinas simplesmente uniam a dança do ventre ao seu próprio repertório musical para se apresentar em casas voltadas para o gênero. Como experiência pessoal, posso falar do Brasil. Em 1995 eu já me apresentava em festas na região do ABC paulista. É difícil dizer se fui a primeira ou não, nesta época assisti a uma apresentação no Madame Satã ( a bailarina se chamava Regina), e em seguida descobri que uma amiga fazia o mesmo trabalho. Por volta de 1997, com as raves góticas, a dança do ventre gótica se disseminou e virou mania. Inicialmente, era a dança do ventre "normal", e em seguida alguns performers passaram a utilizar técnicas e influências do tribal fusion.



A consolidação do gothic bellydance veio com o lançamento do primeiro dvc da Jeniviva, e com o DVD Gothic Bellydance, que apresentou Ariellah ao mundo, trazendo uma nova possibilidade, o Dark Fusion.



Como dançar o Gothic? O primeiro passo é ter uma boa base de dança do ventre tradicional. Bom, acredito que exista a possibilidade de uma pessoa que não seja gótica fazer um trabalho bem feito, mas que o risco de virar uma caricatura é muito grande. Eu sempre repito: ninguém precisa fazer todas as fusões possíveis para ser considerada uma boa bailarina. Como a Ariellah disse em seu workshop no Brasil, “Você não precisa ser gótica para expressar seus sentimentos. Você pode ter sentimentos como a alegria, ou ‘que triste, perdi meu cachorro...’.” Seja sincera com você. Depois, defina seu estilo DENTRO do gótico. Industrial, Eletro Gothic, Cyber Gothic, Ethereal, Dreampop, Darkwave, Anos 80, Pop Medieval, Dark Folk, ColdWave, etc, são todos estilos dentro do universo gótico. Cada estilo pede um visual com diferenças sutis. Não se esqueçam do apelo visual, que também deve ser autêntico, e não uma cópia "montada".



Mais importante que o visual é o sentimento. Não existem muitas diferenças técnicas entre o Gothic Bellydance e outros estilos de Dança do Ventre e Tribal Fusion. O que realmente diferencia uma performer gótica é a dramaticidade, teatralidade, profundidade e lirismo da coreografia. Eu observo uma importância enorme dos braços e mãos, embora isso não seja uma regra. Não consigo conceber uma dança Dark ou Gótica sem um trabalho mais rebuscado de mãos e braços expressivos. Existe até uma tendência ao exagero, daí o cuidado redobrado em não fazer uma caricatura.



Existe AULA de Gothic Bellydance? Sempre defendi que não. Estudar a Dança do Ventre tradicional como base por no mínimo dois anos e posteriormente o Tribal ( se você desejar para seu estilo) é fundamental. Li um artigo da Tempest dizendo a mesma coisa, e a Ariellah repetiu uma coisa que sempre digo: Não podemos ensinar ninguém a ser gótico. O que recomendo para as pessoas interessadas é que façam aulas com profissionais de confiança, que podem dançar o Gothic Bellydance OU NÃO, e tenham paciência. Se isso estiver em você e sua professora souber respeitar o seu estilo pessoal, a dança surpreendentemente irá acontecer!!!



Zahrah ( Silvia Fasioli)- Texto Criado em cima de EXPERIÊNCIA PESSOAL, e não copiado e resumido de sites, blogs, etc, portando cuidado ao usar! Plágio é crime previsto em lei.