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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Verdades e Mitos Sobre Gothic Bellydance

*** TEXTO ORIGINAL= DE AUTORIA PRÓPRIA***

*** SEJA EDUCADO E NÃO DESRESPEITE A LEI:

PLÁGIO É CRIME E DAR CRÉDITOS AO USAR É BEM EDUCADO***


Quando comecei a praticar e divulgar Gothic Bellydance, não havia quase nenhuma informação a respeito. O que é natural, já que este estilo surgiu de forma espontânea, não é uma técnica específica e pré- determinada como já repeti diversas vezes. Este Blog acabou se voltando para o estilo justamente pelas perguntas que eu recebia diariamente de pessoas interessadas_ inicialmente eu pensava em um Blog que tratasse da dança de maneira geral, com inteligência e sem preconceitos, mas o tema rendeu mais do que eu imaginava.

De 2004 para cá, o Gothic Bellydance cresceu rapidamente, agregou novas praticantes, ganhou em técnica e diversidade e tornou- se algo praticamente comercial. Em 2009, está em seu auge no Brasil, afinal a Ariellah esteve aqui e ninguém queria ficar de fora da “modinha” ou da “tendência”. Com um crescimento tão rápido, surgem informações equivocadas, coisas inventadas e disseminação de mitos. É por isso que estou fazendo esta coletânea de pérolas. Este não será um tópico fechado e pronto, estarei sempre atualizando, portanto se você leu ou ouviu uma pérola me mande! ( só não quero citar os autores da “pérola” e nem identificá- los, por favor. A intenção é INFORMAR e não expor as pessoas.)

Vamos lá!!!!!

“ Tribal e Gothic Bellydance é a mesma coisa”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: não. Não é a mesma coisa. Mas incrivelmente essa é uma dúvida e/ ou afirmação super comum. Por incrível que pareça, pois são coisas distintas. Dê uma lida no tópico Tribal X Gótico, onde inclusive lanço mão de um artigo super completo de Shaide Halim sobre os vários estilos dentro do Tribal.

“ As americanas inventaram o Gothic Bellydance”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: O Gothic Bellydance surgiu de maneira espontânea entre performers que dançavam em casas noturnas e raves góticas em diversas partes do mundo. Antes de saber da existência do GBD de maneira mais comercial nos EUA, já havia praticantes no Brasil, e ouvi relatos do mesmo fenômeno acontecendo na Europa. O que as americanas criaram foi o ATS, estilo tribal do FCBD ( Carolena Nericcio, lembram?), que foi o precursor do Tribal Fusion, que foi por sua vez amplamente agregado ao GBD. E fizeram DVD. É isso.

“As bailarinas de Gothic Fusion dançam fazendo mudras”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: O trabalho de braços é muito explorado e complexo do GBD, mas imitar os mudras indianos não é regra e não faz parte da subcultura gótica. Pode- se ( e deve- se) fazer os mudras se a música tiver inspiração indiana. Isso não é específico do Gothic Bellydance, mas sim uma influência do Tribal Fusion, e eles devem ser feitos SOMENTE se a música for claramente inspirada em música indiana.

“O Gothic Bellydance é dançado no Halloween”

A VERDADE POR TRÁS DO MITO: Subcultura Gótica, apesar de hoje existir em praticamente todos os continentes, vem da Europa. Halloween é uma comemoração Norte- Americana. Não são vinculados. A verdade é que, enxergando por fora, de maneira superficial, pode- se pensar que tem a ver... bruxas, vampiros, fantasmas... Enfim... A “estética gótica” vai muito além de se vestir como esses “personagens”. Mas, sim, no fim das contas pode- se usar a Gothic Bellydance em uma apresentação em comemoração ao Halloween, a estética é bem apropriada. Só não podemos vincular as duas coisas de maneira simplista.

Para começar são essas. Conforme for encontrando mais, vou colocando. E, como já falei, todas podem colaborar, desde que não se identifique nem ridicularize ninguém. E finalizo dizendo: DANÇA DO VENTRE, SEJA GÓTICA OU PURPURINADA, NÃO DÁ BARRIGA!!!


*** TEXTO ORIGINAL= DE AUTORIA PRÓPRIA***

*** SEJA EDUCADO E NÃO DESRESPEITE A LEI:

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

13/ 09/ 2009_ Nasce Danse de La Nuit

Tudo começou por volta de 1996...
Encontrei a Patrícia em um evento e descobrimos que nós duas fazíamos aulas de Dança do Ventre. Até então, éramos companheiras de balada e pouco sabíamos sobre nossos gostos pessoais, fora nossa paixão pelas mesmas bandas. A conversa? Foi mais ou menos assim...

_ Eu ando dançando umas músicas do Dead Can Dance...
_ Eu também! Tem várias músicas que dá para dançar. De outras bandas também.
_ Que legal, eu também acho. Fiz tal música com espada...
_ Eu também acho ela boa para espada.
E foi nesse "eu também" e total empatia que chegamos à conclusão: a gente TINHA que montar uma dupla.

Preconceitos, falta de incentivo, falta de espaço, tudo contribuiu para que cada uma continuasse um caminho solitário, mas sem desistir de nossos sonhos... E anos se passaram. De tempos em tempos, nos encontrávamos em eventos de dança e góticos, e até na cidade onde morávamos ( do nada...) e sempre tocávamos no assunto. Vamos começar semana que vem? E nunca começava. E várias outras pessoas e projetos cruzaram nossos caminhos nesse meio tempo.

Há uns 8 ou 9 anos atrás entrou uma nova aluna na turma. Jaqueline. Ficamos amigas. Ela iniciou profissionalização e nossos laços se estreitaram. E foi numa dessas conversas informais que ela me contou que o grupo de teatro do qual ela fazia parte também estava ensaiando performances com músicas alternativas. Coincidência? Não sei, mas olhamos uma para a outra e tivemos a idéia de unir o trabalho dela ao meu.

De lá para cá, nós 3 tivemos filhos, passamos a nos dedicar a eles, arrumamos empregos que nada tinham a ver com a dança... E nesse meio tempo, Patrícia e Jordana se conhecem numa festa... E também conversam sobre o projeto. Projeto que ficou engavetado, porém nunca esquecido.

Essa história resumida me leva a ter a mais absoluta certeza de que tudo acontece na hora certa. Muitas outras bailarinas passaram por nosso caminho. Tivemos muitas oportunidades de seguir caminhos solitários. Mas tudo contribuiu para que exatamente nós quatro acabássemos juntas nesse momento. E foi com o empurrãozinho de um velho amigo que reencontrei em 2009_ Guto Sioux_ que finalmente tive foco, objetivo e o incentivo para juntar as meninas e colocar o projeto em prática. Mesmo com as portas abertas a qualquer bailarina que quisesse se juntar a nós foi exatamente nós quatro que o destino uniu.

Em 13/ 09/ 2009, nosso primeiro ensaio oficial. Nasce aqui uma troupe de dança com sonhos e objetivos em comum. Objetivos que vão além de sentimentos mesquinhos. O amor ao que fazemos foi o ponto primordial para nossa união. Fazer o que gostamos com compromisso e respeito pela Dança e pelo Universo Gótico. Aqui não há favoritas, não há estrelismo, não há competição. Finalmente conseguimos "unir" pessoas por este propósito: "união"! E firmamos o compromisso de a cada ensaio cultivar o espírito de TRIBO em cada uma e em todas nós. Nasce Danse de La Nuit.

A nossa intenção é levar dança de alta qualidade ao público alternativo respeitando, assim, o público, a dança e cada uma de nós. Agora um pouco de cada uma:

Jale Mahin ( Jaqueline)_ Iniciou seus estudos em ballet clássico aos 4 anos de idade, e na adolescência trocou o ballet pelo jazz, teatro e dança do ventre. Permaneceu com a professora Zahrah por quase três anos, em aprendizado intensivo, chegando a vencer concursos e participar do grupo profissional. Integrou o Grupo Folclórico Nasser ( Dabke) e a Cia. de Dança Full Time ( Street Dance). Se considera uma pessoa eclética, sem se prender a rótulos. Músicas: Yulunga e Saldek do Dead Can Dance, Ice Queen do Within Temptation e What Else is There do Royksopp.

Jordana Simon_ Teve seu primeiro contato com a Dança do Ventre Gótica em 2002, na época em que trabalhava como expositora em casas noturnas e raves. Na época, se dedicava ao teatro e a seu trabalho com bordados. Em 2006, começou a estudar Dança do Ventre com a professora Juliana Bononi. Entre 2007 e 2009, aperfeiçoou- se intensivamente através de diversos workshops e apresentou- se em eventos dedicados à Dança do Ventre e Tribal. Música para todas as horas: Sisters of Mercy, Front Line Assembly e Nine Inch Nails.

Lillith Elizium ( Patrícia)_ Participante ativa da cena underground desde meados de 1989, em 1996 iniciou seus estudos em Dança do Ventre, unindo a esta sua bagagem pessoal e desenvolvendo um estilo próprio. Estudou com as bailarinas Marilyn, Ammura, Fairuza, Shahira e Priscila Gonçalves. Foi professora e bailarina integrante do Grupo Airam. Apresentou- se em casas como Madame Satã, Inspiral, Blood Coven Bar, Front 575, Club Television, Tribehouse, Thorns Gothic Rave, merecendo destaque para sua performance com a jibóia Ankh, até hoje lembrada e respeitada por todos que assistiram. É pioneira do Gothic Bellydance no Brasil e, juntamente com Zahrah, idealizadora deste grupo. Suas bandas preferidas são: Fields of the Nephilin, Siouxsie, Bauhaus, Clan of Xymox, Collection, e por aí vai... só coisa boa!

Zahrah Violet ( Silvia)_ Participante de um grupo de performances, Zahrah buscou na dança novas formas de expressão. Estudante de Ballet e Jazz desde 1987, começou a estudar Dança do Ventre em 1994. Desenvolveu seu estilo mesclando Dança do Ventre, Teatro e Dança Contemporânea. Suas professoras foram Ammura, Soraia Zaied, Lulu Sabongi, Fátima Fontes, Nájua, Jade el Jabel e outras, além de dezenas de workshops. Participou dos grupos Marilyn & Moura, Sacerdotisas do Nilo, Grupos Folclóricos Hathor e Nasser. Apresentou- se em casas como Madame Satã/ The The, Front 575, Theatro dos Vampiros/ Fofinho e Via & Underground, além de festas para a colônia árabe. É pioneira do Gothic Bellydance no Brasil e idealizou com Lillith a formação deste grupo nos anos 90, atua como coreógrafa. Bandas: The Cure, Siouxsie, Collection, Skeletal Family, Joy, DCD, Ataraxia... Diversidade dentro do bom gosto!!!!


Contamos ainda com o apoio da nossa amiga Valéria Jouze_ Jouze Espaço de Danças, que está colaborando ativamente conosco, como sempre fez, incentivando a criação espontânea e diferenciada dentro da Dança do Ventre. Agradeço também as palavras de apoio e incentivo de amigas muito queridas e a confiança e respeito que temos recebido desde já de alguns djs da cena!


Vida longa e sucesso a nós todas!!!